Passados pouco mais de meia hora, a campainha tocou, era o Fernando. Ajeitei o cabelo desarrumado, pra ver o meu noivo eu tinha que estar no mínimo bonitinha o que era meio difícil com aquele shortinho esfarrapado e a cara de cansada. Abri a porta ele estava com uma rosa na mão, ele me olhou e estendeu ela. Peguei, encostei-a no meu rosto e ele então me beijou. Eu sentia que todos os beijos dele eram puros, que enquanto me beijava, pensava coisas boas, se entregava mesmo. E eu amava tentar adivinhar os pensamentos dele, eu amava todo aquele entusiasmo em me ver. É bom saber que alguém gosta verdadeiramente de você. As vezes fico imaginando se eu realmente não o amo e isso tudo é só uma paixonite do meu coração ou se o único jeito que eu sei amar é esse, vai ver eu tenho distúrbios emocionais e não consigo me entregar a ninguém. Pensando em todos os meus relacionamentos, ele é o cara que eu mais gostei. Acho que me sinto completamente atraída pelo simples fato de saber que ele gosta de mim. Pedi que ele entrasse, ofereci uma água e ele não quis. Disse que só a minha presença supria qualquer necessidade do corpo. Era com essas frases que ele me conquistava cada vez mais. Agente ficou sentado no sofá horas e horas conversando sobre nosso dia e depois sobre nossa relação, nossos sentimentos.. Não gostei muito dessa parte, logo mudei de assunto dizendo que estava tarde e que precisava dormir. Agente foi pra minha cama e a chuva não parava. Com ele do meu lado eu realmente não senti medo nenhum, era uma paz a cada relâmpago, pois ele me abraçava cada vez mais forte. Na cama ele estava acariciando minha mao, e quando pegou em meu anel e disse:
- Você está feliz comigo? – Eu logo respondi fugindo da situação que teria que enfrentar:
- Meu bem, você sabe que a felicidade não existe! É claro que eu me sinto bem do seu lado.
Ele fez uma cara de quem não gostou e ficou calado por um tempo, olhou pra cima pensando e pensando, já estava ficando apreensiva com tantos pensamentos dele, então ele me olhou nos olhos e logo me beijou, a coisa começou a ficar quente e eu mandei ele parar, queria realmente dormir, descançar, o dia não seria fácil pra mim. Ele então disse:
- Mas Ana, só se sentir bem é o bastante pra gente casar? Você acha que consegue sustentar um casamento sem amor?
Eu não sabia responder, do fundo do meu coração que eu não sabia. Ele ficou esperando a minha resposta e eu dei de ombros
- Eu não sei te responder isso, Nando. Hoje pra mim estar ao seu lado é o bastante, me sinto bem e pronto. Não vou ficar pensando nisso, só vivendo pra saber.
Ele achou minha resposta aceitável, um ponto que eu adorava nele era isso, ele não me encurralava pra saber as respostas, ele não me pressionava pra nada, quando eu dizia chega, ele sabia parar, quando eu pedia que me respeitasse, ele respeitava e quando precisava dele, ele também estava a minha disposição. Eu amava tudo isso no Fernando. Nenhum homem já me ajudou tanto quanto ele. Decidimos dormir de conchinha, ele sabia que hoje não iria acontecer nada demais e nem tentou, meus olhos já estavam fechando quando ele disse que iria embora pois não agüentaria ficar daquele jeito comigo sem fazer nada. Não depois de estarmos noivos. Eu estava com tanto sono que nem disse nada, porque era verdade, eu não queria nada com ele aquela noite. Dei um beijinho nele e disse para trancar a porta, ele já tinha a chave da minha casa há uns 3 meses. Sempre confiei muito nele. Dormi e sonhei com a nossa vida de casados, no exato dia que contei a ele que estava grávida. Foi tudo tão lindo, tão perfeito, ele gostou tanto da noticia e eu me senti bem com isso. Acordei e liguei pra ele, que não me atendeu. Achei que ele ainda estivesse dormindo, então não liguei de novo. Tomei meu banho e café da manha, estava pronta para o dia cheio que teria, trabalho, faculdade, provas.
.A vida de Ana.
sábado, 28 de janeiro de 2012
quarta-feira, 14 de julho de 2010
Olhos e ligação
Tomei um banho, coloquei uma roupa confortável e teria que encarar os livros da faculdade sem escapatória. Como eu iria me concentrar eu não sei, mais sem tentativas não ia saber.
O celular estava ao meu lado, só a espera da ligação do Nando. Queria fazer as pazes, mas meus pensamentos eram cada vez piores em relação a o que seria da minha vida sem ele. Depois de conhecer o Paulo, criei espectativas de 'uma solteira', afinal, qualquer pessoa imaginaria um filminho com aquele homem. Tão seguro de si, tão simples e ao mesmo tempo tão maduro. Precisava de um homem assim. Que me fizesse tremer, me fizesse amar.
Tentando fugir dessa traição, abri o livro e comecei a estudar o nome dos tais medicamentos.
Olhei pela janela e já era noite. Nada de ligação. Levantei um pouco, andei pela casa, escutei um barulhinho e fui ver que tinha começado a chover. Corri pra pegar as roupas do varal, dobrei bonitinho e coloquei em cima do sofá. Olhei pro meu celular e a luz da tela estava acesa. Peguei correndo, quase deixei ele cair. O Fernando tinha me ligado 2 vezes. Aposto que nessa hora ele deveria estar pensando besteira.
Mais motivo pra briga!
Retornei a ligação. Ele esperou tocar um bom tempo pra atender:
- Oi, amor. - acabei percebendo um tom meio ironico.
- Tudo bom, Nando?
- Tudo sim e você?
- Haa, eu to bem. Acabei de estudar agorinha e eu não atendi suas ligações porque eu tava lá fora pegando as roupas no varal. Tá caindo um toró aqui.
- Ha sem problemas, meu amor.
Acho que eu havia me enganado quando ao tom ironico. Ele me parecia normal agora. Nem tinha assunto pra conversar mais com ele. O silencio de 4 segundos foi interrompido com um relampago super forte. Dei um grito bem alto.
- Desculpa, amor. Me assustei.
- O que que você vai fazer agora, Ana?
- Haa, acho que nada. Devo assistir um filme e dormir. Porque?
- Será que você aceitaria minha compania essa noite?
- Depende, Nando. O que você quer fazer?
- Queria ficar agarradinho debaixo da coberta pra você não ter medo da chuva.
- Haa, tudo bem, mas amanha eu tenho prova cedo!
- Ana, relaxa que eu vou embora antes do galo cantar.
- Tá bom. Que horas você vem?
- Vou trocar de roupa e to indo!
- Ahaamm. Beeijo.
- Outro.
É claro que eu queria ele perto de mim. Tava precisando de carinho, agora.
Ia colocar uma roupa descente e passar um perfume pra esperar o Fernando.
O celular estava ao meu lado, só a espera da ligação do Nando. Queria fazer as pazes, mas meus pensamentos eram cada vez piores em relação a o que seria da minha vida sem ele. Depois de conhecer o Paulo, criei espectativas de 'uma solteira', afinal, qualquer pessoa imaginaria um filminho com aquele homem. Tão seguro de si, tão simples e ao mesmo tempo tão maduro. Precisava de um homem assim. Que me fizesse tremer, me fizesse amar.
Tentando fugir dessa traição, abri o livro e comecei a estudar o nome dos tais medicamentos.
Olhei pela janela e já era noite. Nada de ligação. Levantei um pouco, andei pela casa, escutei um barulhinho e fui ver que tinha começado a chover. Corri pra pegar as roupas do varal, dobrei bonitinho e coloquei em cima do sofá. Olhei pro meu celular e a luz da tela estava acesa. Peguei correndo, quase deixei ele cair. O Fernando tinha me ligado 2 vezes. Aposto que nessa hora ele deveria estar pensando besteira.
Mais motivo pra briga!
Retornei a ligação. Ele esperou tocar um bom tempo pra atender:
- Oi, amor. - acabei percebendo um tom meio ironico.
- Tudo bom, Nando?
- Tudo sim e você?
- Haa, eu to bem. Acabei de estudar agorinha e eu não atendi suas ligações porque eu tava lá fora pegando as roupas no varal. Tá caindo um toró aqui.
- Ha sem problemas, meu amor.
Acho que eu havia me enganado quando ao tom ironico. Ele me parecia normal agora. Nem tinha assunto pra conversar mais com ele. O silencio de 4 segundos foi interrompido com um relampago super forte. Dei um grito bem alto.
- Desculpa, amor. Me assustei.
- O que que você vai fazer agora, Ana?
- Haa, acho que nada. Devo assistir um filme e dormir. Porque?
- Será que você aceitaria minha compania essa noite?
- Depende, Nando. O que você quer fazer?
- Queria ficar agarradinho debaixo da coberta pra você não ter medo da chuva.
- Haa, tudo bem, mas amanha eu tenho prova cedo!
- Ana, relaxa que eu vou embora antes do galo cantar.
- Tá bom. Que horas você vem?
- Vou trocar de roupa e to indo!
- Ahaamm. Beeijo.
- Outro.
É claro que eu queria ele perto de mim. Tava precisando de carinho, agora.
Ia colocar uma roupa descente e passar um perfume pra esperar o Fernando.
quarta-feira, 23 de junho de 2010
Certas coisas não tem sentido e nem razão para acontecer
Sai do banheiro furiosa!
Quando me vi, tinha esbarrado num graçom que estava recolhendo a mesa. Me abaixei num impulso para ajudá-lo a pegar as coisas que tinham caído.
- Me desculpe!
- Haa, sim. Sem problemas. - Ele disse todo educado. Com uma voz suave que me acalmou.
Eu olhei fixamente no rosto dele. Me surpreendi de tão diferente era a fisionomia dele. Olhos escuros, sorriso de lado, bem esquivo, um pouco rústico demais. Pele morena. Um cheiro que consegui sentir de onde estava. Seus músculos eram acentuados por causa do uniforme do restaurante. Tinha cara de ser maduro, experiente, entendido das coisas. Completamente diferente do Fernando.
Um olhar atrevido eu lancei pra ele que foi esperto e o captou.
- Prazer, eu sou o Paulo.
- Prazer, Ana.
- Acho que nunca te vi por aqui.
Ele está puxando conversa comigo? Que enrrascada meu coração está se metendo agora!
- Então você deve ser novo funcionário, porque eu venho aqui praticamente todas as sextas à noite há mais de 10 anos.
- Você tem razão.. Ana. - Acho que ele ficou um pouco envergonhado de dizer meu nome. - Eu cheguei aqui na semana passada.
- Seja muito bem-vindo, Paulo. - Eu ao contrário dele, pronunciei o nome com firmeza para se sentir mais á vontade. - Então.. nos vemos por ai.
Andei até a mesa um pouco mexida com aqueles olhos fortes, hipnotizantes.
- Ana, você tem que ver o novo funcionário! - Gabi disse toda empolgada.
- É. Acho que já conheci. - Não conseguiria esconder nada dela, mesmo! Era melhor contar agora.
- Conheceu? Ha, meu Deus! Que cara é essa, Ana? Não tô gostando nada dessa história!
- Pois é. Nem eu!
Contei tudo a ela que ficou um pouco mãezona comigo dizendo que eu não posso ter olhos pra ele pois sou uma mulher quase casada, que ele não faz o meu tipo, que eu sou meiguinha demais pra ficar com um homem daquele porte, que não tem nada a ver agente e blá, blá, blá..
Quanto mais ela falava, mais minha mente ia se desligando total daquela conversa. Lembrei daqueles lábios carnudos, da pele morena, do cheiro doce do Paulo.
Ia me esquecendo da briga que tive a pouco com o loiro, de pele clarinha, todo meigo e inocente do Fernando.
Como eles eram opostos! E meu coração ficou mexido com os dois. Acho que meu estudo da tarde vai ser prejudicado pelos olhos hipnotizantes e pela ligação que eu receberia.
Não quero brigar de novo. O que falta no Fernando me parece ter o Paulo: mais segurança e mais confiança!
Quando me vi, tinha esbarrado num graçom que estava recolhendo a mesa. Me abaixei num impulso para ajudá-lo a pegar as coisas que tinham caído.
- Me desculpe!
- Haa, sim. Sem problemas. - Ele disse todo educado. Com uma voz suave que me acalmou.
Eu olhei fixamente no rosto dele. Me surpreendi de tão diferente era a fisionomia dele. Olhos escuros, sorriso de lado, bem esquivo, um pouco rústico demais. Pele morena. Um cheiro que consegui sentir de onde estava. Seus músculos eram acentuados por causa do uniforme do restaurante. Tinha cara de ser maduro, experiente, entendido das coisas. Completamente diferente do Fernando.
Um olhar atrevido eu lancei pra ele que foi esperto e o captou.
- Prazer, eu sou o Paulo.
- Prazer, Ana.
- Acho que nunca te vi por aqui.
Ele está puxando conversa comigo? Que enrrascada meu coração está se metendo agora!
- Então você deve ser novo funcionário, porque eu venho aqui praticamente todas as sextas à noite há mais de 10 anos.
- Você tem razão.. Ana. - Acho que ele ficou um pouco envergonhado de dizer meu nome. - Eu cheguei aqui na semana passada.
- Seja muito bem-vindo, Paulo. - Eu ao contrário dele, pronunciei o nome com firmeza para se sentir mais á vontade. - Então.. nos vemos por ai.
Andei até a mesa um pouco mexida com aqueles olhos fortes, hipnotizantes.
- Ana, você tem que ver o novo funcionário! - Gabi disse toda empolgada.
- É. Acho que já conheci. - Não conseguiria esconder nada dela, mesmo! Era melhor contar agora.
- Conheceu? Ha, meu Deus! Que cara é essa, Ana? Não tô gostando nada dessa história!
- Pois é. Nem eu!
Contei tudo a ela que ficou um pouco mãezona comigo dizendo que eu não posso ter olhos pra ele pois sou uma mulher quase casada, que ele não faz o meu tipo, que eu sou meiguinha demais pra ficar com um homem daquele porte, que não tem nada a ver agente e blá, blá, blá..
Quanto mais ela falava, mais minha mente ia se desligando total daquela conversa. Lembrei daqueles lábios carnudos, da pele morena, do cheiro doce do Paulo.
Ia me esquecendo da briga que tive a pouco com o loiro, de pele clarinha, todo meigo e inocente do Fernando.
Como eles eram opostos! E meu coração ficou mexido com os dois. Acho que meu estudo da tarde vai ser prejudicado pelos olhos hipnotizantes e pela ligação que eu receberia.
Não quero brigar de novo. O que falta no Fernando me parece ter o Paulo: mais segurança e mais confiança!
A briga
No dia seguinte fui direto pra casa da Gabi. Conversamos tanto, tanto que quando percebi já era hora de almoçar. Com tudo que estava acontecendo eu não queria nem ver comida na minha frente. Gabi me lembrou do dia do desmaio que passei muito mal e não sei porque, me bateu uma fome!
Nós fomos no restaurante de sempre. Tudo parecia diferente pra mim. Olhei pra minha mão e vi aquele lindo anel. Só de pensar que meus dias de sair dando em cima de todos os rapazes que estivesse a fim estavam acabando, até dava um frio na barriga. Eu e a Gabi sentávamos na mesianha do canto justamente para vermos discretamente quando alguém interessante entrasse. Eu mesma já fiquei com alguns carinhas com essa tática, Gabi então nem se fala!
Será que a vida de casada é tão privada como eu estou pensando? Com tantos pensamentos loucos passando por minha cabeça, eu prefiro dispensá-los por enquanto.
- Gabi, como vai seu namoro com o Pedro?
- Ah, amiga. Tá indo, né? Ele sempre autoritário demais. Parece até que ele é meu chefe de relações. Tá interferindo até quando eu converso com minha mãe, acredita?
Meu celular começou a tocar, olhei e era o Fernando.Meu corção até disparou um pouco!
- Licença, Gabi. Preciso atender uma ligação importante! - Dei uma piscadinha e ela entendeu tudo. Fui até o toalete para aproveitar e retocar a maquiagem.
As vezes eu não me entendo. Até ontem eu não sabia se o amva, principalmente se queria me casar e hoje meu coração dispara quando vejo que ele está me ligando.
- Oi, meu amor!
- É a noiva mais linda do mundo que está falando? - Ele disse a palavra noiva com uma certa empolgação.
Acho que ainda não me toquei que vou me casar. Precisava lembrar dessa parte? O pior é que a voz dele estava tão feliz!
- Se você está se referindo a Ana, talvez seja.
- Claro que é voce né, amor? Mas e ai, topa almoçar comigo hoje?
- Ixi, Nando! Nem vai dar, tô almoçando com a Gabi!
Ele ficou em silêncio.
- Amor, tá ai? - Deu até medo.
- Nossa, Ana. Já vi que eu vou ser trocado pela Gabi o resto da vida! Será que você pode jantar comigo pelo menos?
- Ah, nem! Crise de ciúmes com a Gabi agora, amor? Desse jeito não vai dar certo! Ela é minha amiga de infância!
- Tá bom, desculpa. Será que podemos jantar juntos?
- Sabe o quê que é, amor? Hoje é Domingo e amanha eu vou pro trabalho cedo e ainda tenho faculdade de tarde com prova de medicamentos. Tenho que estudar a tarde toda. A não ser que você me deixa em casa estourando 21:00hrs. É só agente sair mais cedo...
Ele nem me deixou terminar.
- Ana, pode deixar. Não quero sair hoje mais não.
- Mas, mas, Nando!
- Amanha eu te ligo, Ana.
- Amor, essa é a minha profissão. Você mais cedo ou mais tarde vai ter que aceitar isso. É plantão, viagem..
- Ana, eu entendi. Você pode passar a manhã toda com a Gabi, pode almoçar com ela e com o noivo que é bom nada, ne?
- Ah, me poupe, amor!
- Poupo sim, ana. Um beijo e te ligo mais tarde.
E a única coisa que eu ouvi foi tu, tu, tu...
Ele tinha desligado na minha cara! Ninguém nunca tinha feito isso antes. Que afronta!
Estava muito chateada com ele. A raiva tomou conta de mim, nessa hora.
Nós fomos no restaurante de sempre. Tudo parecia diferente pra mim. Olhei pra minha mão e vi aquele lindo anel. Só de pensar que meus dias de sair dando em cima de todos os rapazes que estivesse a fim estavam acabando, até dava um frio na barriga. Eu e a Gabi sentávamos na mesianha do canto justamente para vermos discretamente quando alguém interessante entrasse. Eu mesma já fiquei com alguns carinhas com essa tática, Gabi então nem se fala!
Será que a vida de casada é tão privada como eu estou pensando? Com tantos pensamentos loucos passando por minha cabeça, eu prefiro dispensá-los por enquanto.
- Gabi, como vai seu namoro com o Pedro?
- Ah, amiga. Tá indo, né? Ele sempre autoritário demais. Parece até que ele é meu chefe de relações. Tá interferindo até quando eu converso com minha mãe, acredita?
Meu celular começou a tocar, olhei e era o Fernando.Meu corção até disparou um pouco!
- Licença, Gabi. Preciso atender uma ligação importante! - Dei uma piscadinha e ela entendeu tudo. Fui até o toalete para aproveitar e retocar a maquiagem.
As vezes eu não me entendo. Até ontem eu não sabia se o amva, principalmente se queria me casar e hoje meu coração dispara quando vejo que ele está me ligando.
- Oi, meu amor!
- É a noiva mais linda do mundo que está falando? - Ele disse a palavra noiva com uma certa empolgação.
Acho que ainda não me toquei que vou me casar. Precisava lembrar dessa parte? O pior é que a voz dele estava tão feliz!
- Se você está se referindo a Ana, talvez seja.
- Claro que é voce né, amor? Mas e ai, topa almoçar comigo hoje?
- Ixi, Nando! Nem vai dar, tô almoçando com a Gabi!
Ele ficou em silêncio.
- Amor, tá ai? - Deu até medo.
- Nossa, Ana. Já vi que eu vou ser trocado pela Gabi o resto da vida! Será que você pode jantar comigo pelo menos?
- Ah, nem! Crise de ciúmes com a Gabi agora, amor? Desse jeito não vai dar certo! Ela é minha amiga de infância!
- Tá bom, desculpa. Será que podemos jantar juntos?
- Sabe o quê que é, amor? Hoje é Domingo e amanha eu vou pro trabalho cedo e ainda tenho faculdade de tarde com prova de medicamentos. Tenho que estudar a tarde toda. A não ser que você me deixa em casa estourando 21:00hrs. É só agente sair mais cedo...
Ele nem me deixou terminar.
- Ana, pode deixar. Não quero sair hoje mais não.
- Mas, mas, Nando!
- Amanha eu te ligo, Ana.
- Amor, essa é a minha profissão. Você mais cedo ou mais tarde vai ter que aceitar isso. É plantão, viagem..
- Ana, eu entendi. Você pode passar a manhã toda com a Gabi, pode almoçar com ela e com o noivo que é bom nada, ne?
- Ah, me poupe, amor!
- Poupo sim, ana. Um beijo e te ligo mais tarde.
E a única coisa que eu ouvi foi tu, tu, tu...
Ele tinha desligado na minha cara! Ninguém nunca tinha feito isso antes. Que afronta!
Estava muito chateada com ele. A raiva tomou conta de mim, nessa hora.
quarta-feira, 2 de junho de 2010
Noite sem rumo - A Decisão.
- E então, meu amor, aceita se casar comigo?
Eu olhei para os lados, tinha tanta gente me olhando também e minha cabeça estava tão confusa para dizer um sim, mas que por um lado não conseguia dizer um não.
Eu nem sabia ao certo o que queria, como posso aceitar e me 'prender em uma jaula' ao lado dele? E como dizer um não, com todo o preparo que ele tinha feito! E com tanto carinho. O pior é que eu sabia do tamanho do amor que ele sentia por mim. Mas se eu ficasse com ele, será que o amor da minha parte surgiria?
Acho que não custaria aceitar aquele pedido. Mesmo se eu não quisesse, sei que não aguentaria dizer um não. As palavras não passariam por minha garganta. Não teria voz para soá-las. E principalmente é que eu gosto dele, não é amor, é paixão. E se eu não aceitasse, sei do remorso que teria quando chegasse em casa. E ficaria lembrando e imaginando o rostinho dele ao se decepcionar com minha resposta. É, acho que não teria outra saída! Aceitaria querendo não querer. E como diria um sim? Teria que ser bem convincente, mostrar que eu estava muito feliz com aquele pedido inesperado. Acho que eu estava demorando demais pra responder. Mas era muita pressão sobre mim. Aquele tanto de pessoa no restaurante só esperando meu sim apaixonado e o beijo para serem felizes pela eternidade á fora estava me deixando pior ainda! Voltei a olhar aquele rosto bonito que estava a espera do tão sonhado sim e vi que a ansiedade estava do lado dele.
Ia dizer com a maior delicadeza do mundo, como se estivesse radiante.
- Eu aceito me casar com você, Fernando.
Vi escorrer uma lágrima do olho dele. Acho que se esse casamento não desse certo, iria me culpar por ter brincado com os sentimentos dele. Tava na cara que ele me amava!
E isso me doia muito. Meus pensamentos somem com os aplausos das pessoas que estavam lá. O graçom vem trazer o champanhe para brindar-mos. Fernando então coloca o anel mais lindo que eu já vi em meu dedo e me abraça. Um abraço sincero, para demonstrar sua felicidade e depois um beijo bem gostoso. Isso eu nem podia negar. Ele beijava muito bem! Meu corpo foi voltando ao normal, porque estava tão nervosa com tudo aquilo que meus nervos tinham se contraido e eu estava gelada.
Nós terminamos aquela noite com ele me deixando na porta de casa. Era notável que ele estava se sentindo o cara! Nem tirava o sorriso do rosto.
Até que eu estava me acostumando com a ideia. Ou era só um encantamento por conta da noite em que eu sempre sonhei desde pequena.
Sei que o que estava feito, estava feito. Não podia voltar atras.
Quando coloquei a cabeça no travesseiro, desabei a chorar. Eu não estava em mim direito. Pensamentos multiplos flutuavam na minha mente e não paravam um minuto.
Aquela noite não passava. Ela era literalmente sem rumo.
Eu olhei para os lados, tinha tanta gente me olhando também e minha cabeça estava tão confusa para dizer um sim, mas que por um lado não conseguia dizer um não.
Eu nem sabia ao certo o que queria, como posso aceitar e me 'prender em uma jaula' ao lado dele? E como dizer um não, com todo o preparo que ele tinha feito! E com tanto carinho. O pior é que eu sabia do tamanho do amor que ele sentia por mim. Mas se eu ficasse com ele, será que o amor da minha parte surgiria?
Acho que não custaria aceitar aquele pedido. Mesmo se eu não quisesse, sei que não aguentaria dizer um não. As palavras não passariam por minha garganta. Não teria voz para soá-las. E principalmente é que eu gosto dele, não é amor, é paixão. E se eu não aceitasse, sei do remorso que teria quando chegasse em casa. E ficaria lembrando e imaginando o rostinho dele ao se decepcionar com minha resposta. É, acho que não teria outra saída! Aceitaria querendo não querer. E como diria um sim? Teria que ser bem convincente, mostrar que eu estava muito feliz com aquele pedido inesperado. Acho que eu estava demorando demais pra responder. Mas era muita pressão sobre mim. Aquele tanto de pessoa no restaurante só esperando meu sim apaixonado e o beijo para serem felizes pela eternidade á fora estava me deixando pior ainda! Voltei a olhar aquele rosto bonito que estava a espera do tão sonhado sim e vi que a ansiedade estava do lado dele.
Ia dizer com a maior delicadeza do mundo, como se estivesse radiante.
- Eu aceito me casar com você, Fernando.
Vi escorrer uma lágrima do olho dele. Acho que se esse casamento não desse certo, iria me culpar por ter brincado com os sentimentos dele. Tava na cara que ele me amava!
E isso me doia muito. Meus pensamentos somem com os aplausos das pessoas que estavam lá. O graçom vem trazer o champanhe para brindar-mos. Fernando então coloca o anel mais lindo que eu já vi em meu dedo e me abraça. Um abraço sincero, para demonstrar sua felicidade e depois um beijo bem gostoso. Isso eu nem podia negar. Ele beijava muito bem! Meu corpo foi voltando ao normal, porque estava tão nervosa com tudo aquilo que meus nervos tinham se contraido e eu estava gelada.
Nós terminamos aquela noite com ele me deixando na porta de casa. Era notável que ele estava se sentindo o cara! Nem tirava o sorriso do rosto.
Até que eu estava me acostumando com a ideia. Ou era só um encantamento por conta da noite em que eu sempre sonhei desde pequena.
Sei que o que estava feito, estava feito. Não podia voltar atras.
Quando coloquei a cabeça no travesseiro, desabei a chorar. Eu não estava em mim direito. Pensamentos multiplos flutuavam na minha mente e não paravam um minuto.
Aquela noite não passava. Ela era literalmente sem rumo.
Ele é parte de mim?
O Fernando é um rapaz lindo! Feições perfeitas, bem delineadas, com a boca mais maravilhosa que eu conheço. Seu olhar que encanta, amedronta, machuca até dependendo de sua intenção. Ele sabe me controlar. Fala coisas certas nas horas certas. É corajoso o suficiente para enfrentar qualquer ameaça. Tem um corpo esbelto, maravilhoso! Acho que ele pode não ser tão lindo por fora como eu descrevo. É que a emoção toma conta da gente nessas horas. De apenas uma coisa eu tenho certeza: Ele é lindo por dentro. Está sempre disponivel quando eu preciso. Mais que um amigo. Mais até que ponto? Chegou uma hora que não resisti ao charme dele. Tão controlador, tão meu tipo. Mas quanto mais ele se parecia comigo no modo de pensar,menos eu gostava dele como namorado. Eu me sentia como uma prisioneira, dizem que os opostos se atrem, e não os iguais. E minha cabeça era quase identica a dele. Infelizmente eu não sentia minhas pernas tremerem e muito menos o coraçao acelerado, fato fundamental quando se gosta de alguém. Tudo que eu sonhava era ter um rapaz como o Fernando ao meu lado. Mas se não tem amor, não existe relacionamento como o nosso.Eu realmente queria gostar dele, mas só a vontade e o desejo não adianta. É necessário o amor. Desde sempre eu tinha uma quedinha por ele, só não sabia identificar como era esse meu sentimento. Se era de apenas uma amizade mais forte ou se era tão intenso para virar um romance. Eu já o conheço há uns 7 anos. Sempre saiamos juntos quando adolescentes. Ele ficava com algumas meninas na night e eu sentia um ciumes danado! Cheguei até escrever no vidro do box quando tomava banho: Fernando e Ana. Mas nao passava disso. Eu já sou mais centralizada do que ele. Penso muito antes de tomar alguma decisão. Tenho pensamentos intensos e não sou tão impulsiva. Meus traços nem são tão bonitos, meu rosto nem é encantador, mas ele me escolheu. Me escolheu pelo meu jeito, pelas minhas atitudes, pela minha cabeça, pelo meu intimo! Sei que ele gostava realmente de mim. Que sentia que eu pudesse ser a mulher da vida dele e que um dia teriamos uma familia unida. Sempre tentei freiá-lo um pouco pra ver se aos poucos os meus sentimentos mudavam, mais nada! Eu acho que não conseguiria nem imaginhar agente se casando! Muito menos ter filhos. Era um caso perdido.
Engano
Aquela madrugada estava fria não só na temperatura, como também em tudo que iria acontecer. Coloquei meu casaco e fui ao banheiro, me olhei no espelho com os olhos bem fechados para nao espantar o sono e voltei pra cama.
Até que consegui dormir de novo.
~ Já eram 8h30 e já estava atrasada para mais um dia de trabalho. Corri para me arrumar e tomar café. Como faria isso? No transito, treinei no retrovisor o jeito de falar.
Até chegar a uma conclusao certa demorou um pouco.
Entrei na clinica sem dar bom dia, as meninas da recepçao até estranharam meu jeito. Custei a me tocar de que se estava de mal humor. Me desculpei depois, afinal não podia descontar tudo nelas. O dia foi um pouco tumultuado, cheio de pacientes.
Cheguei em casa meio tarde para me aprontar para a tão esperada hora de colocar em pratica as palavras que havia treinado.
Me arrumei sem muita maquiagem, sem estar muito bonita, sem estar me arrumando para uma pessoa que amo. Sem dedicaçao no look.
Ele ia passar pra me pegar as 21hrs. Como sempre, ele chegou mais cedo! Estava todo arrumado e com um cheiro de enlouquecer qualquer pessoa. Mas quando eu o vi, nao senti nada de diferente, meu corpo permaneceu o mesmo. Para o cumprimento, um beijo bem beijado. Dá parte dele, porque até aquele momento eu iria acabar o nosso relacionamento naquela noite. Terminei logo o beijo para que ele perceba desde já o meu objetivo do encontro em plena terça feira.
Fomos ao restaurante de sempre, sentamos na mesa de sempre e comemos o de sempre.
Estava cansada desse sempre. Um dos meus motivos. Queria coisas novas, viagens, diversão, agitaçao! O que não tinha.
Depois de comermos, ele resolveu fazer um brinde. Achei estranho ele não ter percebido como eu estava agindo diferente. Será que meu jeito um pouco meigo não permitiu que ele entendesse que estava tentando ser seca?
- Um brinde a que? - Perguntei com um timbre de voz anormal.
Então ele se levantou, caminhou até minha cadeira, ajoelhou-se e me mostrou um anel.
Não acredito no que estava vendo! Eu queria terminar e ele me aparece com um anel? O que eu faria, acabava com a brincadeira de uma vez ou fingia que estava tudo bem e aceitaria o anel para quem sabe tentar ser feliz ao lado dele?
Esse momento se congelou na minha mente.
Então ouço bem no fundo de minha consciencia:
- Ana, aceita se casar comigo?
Eu ainda não estava em mim, pensando no que faria. Ele então pegou em minhas mãos e olhou no fundo dos meus olhos cheios de agua. Parecia que estava chorando de felicidade, mas nao era. Ele então disse:
- E então, meu amor. Aceita se casar comigo?
Até que consegui dormir de novo.
~ Já eram 8h30 e já estava atrasada para mais um dia de trabalho. Corri para me arrumar e tomar café. Como faria isso? No transito, treinei no retrovisor o jeito de falar.
Até chegar a uma conclusao certa demorou um pouco.
Entrei na clinica sem dar bom dia, as meninas da recepçao até estranharam meu jeito. Custei a me tocar de que se estava de mal humor. Me desculpei depois, afinal não podia descontar tudo nelas. O dia foi um pouco tumultuado, cheio de pacientes.
Cheguei em casa meio tarde para me aprontar para a tão esperada hora de colocar em pratica as palavras que havia treinado.
Me arrumei sem muita maquiagem, sem estar muito bonita, sem estar me arrumando para uma pessoa que amo. Sem dedicaçao no look.
Ele ia passar pra me pegar as 21hrs. Como sempre, ele chegou mais cedo! Estava todo arrumado e com um cheiro de enlouquecer qualquer pessoa. Mas quando eu o vi, nao senti nada de diferente, meu corpo permaneceu o mesmo. Para o cumprimento, um beijo bem beijado. Dá parte dele, porque até aquele momento eu iria acabar o nosso relacionamento naquela noite. Terminei logo o beijo para que ele perceba desde já o meu objetivo do encontro em plena terça feira.
Fomos ao restaurante de sempre, sentamos na mesa de sempre e comemos o de sempre.
Estava cansada desse sempre. Um dos meus motivos. Queria coisas novas, viagens, diversão, agitaçao! O que não tinha.
Depois de comermos, ele resolveu fazer um brinde. Achei estranho ele não ter percebido como eu estava agindo diferente. Será que meu jeito um pouco meigo não permitiu que ele entendesse que estava tentando ser seca?
- Um brinde a que? - Perguntei com um timbre de voz anormal.
Então ele se levantou, caminhou até minha cadeira, ajoelhou-se e me mostrou um anel.
Não acredito no que estava vendo! Eu queria terminar e ele me aparece com um anel? O que eu faria, acabava com a brincadeira de uma vez ou fingia que estava tudo bem e aceitaria o anel para quem sabe tentar ser feliz ao lado dele?
Esse momento se congelou na minha mente.
Então ouço bem no fundo de minha consciencia:
- Ana, aceita se casar comigo?
Eu ainda não estava em mim, pensando no que faria. Ele então pegou em minhas mãos e olhou no fundo dos meus olhos cheios de agua. Parecia que estava chorando de felicidade, mas nao era. Ele então disse:
- E então, meu amor. Aceita se casar comigo?
Assinar:
Postagens (Atom)